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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Sou eu

Sou fraca, as estações abanam-me e levam-me a onde querem. Se é outono amorrinho no sofá com copa de vinho, talvez charuto e sempre livro. Um espectáculo, um quadro, um tópico mais duma vida cheia de tópicos. Se é inverno faço o mesmo mas com um cobertor encima. E no canto de copo de vinho farto-me de antidepressivo chocolate.

Na primavera, a gente sabe, é um vir e ir continuo. Uns dias no cumio do monte, a gritar a felicidade porque não cabe dentro; outros, fazendo mergulho pola nostalgia e lamentando ter o que tenho e não ter o que desejo. Outro quadro tão parecido consigo mesmo. Outro tópico de entre os tópicos.

Sou forte, dou-lhe sempre a volta as estações. Sou capaz de gritar a felicidade no inverno e amorrinhar no verao. Apanhar a nostalgia aí bem onde lhe doi, olhá-la bem enfrente com a confiança que dão os muitos anos compartidos e ensinar-lhe os dentes. Não lhe tenho medo.

Sou tão predezível. Não é que sempre faça o mesmo ou que sempre tenha os mesmos pensamentos, dúvidas, confortos... Não. É que tenho o de toda a gente. Já li o roteiro em milheiros de filmes e em centos de livros. Já sei o que sucede. Agora são os 34 e toca sentir desta maneira, desfazer as malas por fim e guardar a roupa. Talvez deixar o saco-cama no carro para agarrar-me um tempo mais à juventude. Mas depois dos 34 virão os 35 e será... como toda a gente.

Não, não sou nada original. Mas olho-me no espelho e sou capaz de suster-me a olhada. Há algo nessa imagem que me satisfaz, algo de repetido, de visto, de predezível.

Sou eu... tão humana.

sons: Sussanne Abuehl: skies may be blue; yes"

Laila_lilas às 20:26

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