história recente

Feriado

Consumo rápido

Diário de viagem

A beleza

Silêncio

Isto não é

Tempo

Noites

Cores de vida

Mudanças

...

Paraíso

Às vezes...

Segurança

Anos

Puzzle

Repetições

Memória

Reset

Virginia Woolf

A história

Junho 2017

Junho 2016

Novembro 2015

Março 2015

Agosto 2014

Dezembro 2013

Setembro 2013

Outubro 2012

Julho 2012

Março 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Outubro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Passos

Quantos passos cara atrás tenho que dar para avançar um cara diante? Quantas determinações fracassadas para uma conseguida? Quanto tempo precisa uma para conhecer-se e continuar errando até dar com o correcto? Quanto sofrimento mais para voltar à alegria, aquela que sempre me acompanha, a que me faz responder sim quando alguém pergunta se sou feliz... Porque esqueço que sou feliz com demasiada facilidade, porque todo muda uma vez trás doutra, e falta-me uma segurança à que agarrar-me. Quanto?


Laila_lilas às 17:41

| fala | dizem por aí (1) | favorito
|

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Mais uma vez

A determinação segura e a seguridade determinada, condicionada. Nervos por ter tomado uma decisão necessária ou por não saber se a capacidade é suficiente. É preciso, é mesmo preciso ser um monolito. Inteiro. Sem brechas. Por uma vez ser forte para sempre, definitivamente. Erguer as costas e dar um passo firme. Dizer não. E desfrutar como nunca de cada minuto, de cada segundo. Desfrutar das bolachas molhadas no café -ou na infusão tranquilizante, tanto faz-, do sol da primavera e da chuva do inverno tudo misturado, como se os géneros já não tivessem sentido tampouco para a Natureza. Nesta mistura impossível que é a realidade, a modernidade depois da pos-posmodernidade. Sem catálagos, sem nada que nos defina.

Por uma vez, ter a definição exacta. Classificar. Fechar numa lista de características para saber porque isso não. Ter uma meta, e uma rota definida pola que caminhar. Por uma vez que não esteja tudo escravizado pola improvisação, que não tenha que adaptar-me cada dia a uma realidade nova. Não, por uma vez ter tudo claro. Saber que amanhã vai ser igual que hoje.

Por uma vez não ser moderna nem tolerante.


Laila_lilas às 09:04

| fala | favorito
|

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Metáforas

Desta vez as metáforas não ajudam, apenas ocultam, fazem desviar a atenção para a beleza ou para a literatura. Mas não é o que necessitas. O que precisas é pôr a palavra justa, a precisa, não dissimular baixo o símbolo para que alguém interprete e te deixe num lugar melhor do que estás. Não, precisas a palavra directa. Dizer em primeira pessoa: "sou eu, eu a que se enruga". Não inventar um narrador nem um "eu poético", não construir um labirinto com diferentes saídas para que escolhas tu que les. Preciso a primeira pessoa e a palavra justa.

(Mas para isso já está o correio ordinário com destinatárias precisas e necessárias, nele é que escreves a verdade. Com ela voltas a recuperar a tua posiçom)


Laila_lilas às 12:46

| fala | favorito
|

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Seca

Às vezes passas um periodo de seca. Tens tantas cousas na cabeça, no cabeção, que todo o resto emudece. Queres tirar algo de onde seja, fazer fluir de novo o rio, embora seja apenas um regato, algo, um pouco de líquido que vaia regando aos poucos o ventre, o fígado, o estômago, e mesmo esse órgão tão abandonado, tão maltratado...

Mas é a seca. Já não chove neste país. Não che chove. Por isso às vezes tens que recorrer a esses magros substitutos. Deitar um chorro de água por cima e contar o que não existe. Tirar, tirar, tirar da ausência.

Não é apenas um periodo de seca para isto, para esta esquina onde paramos as amigas a saudar, leliadourar-nos e querer-nos. É a seca. Porque aborreces o mundo e não sabes que contar que mereça ser contado. Não sabes se che importa essa história que algum dia nasce nos intermédios. Porque estás nessa época em que gostavas de deixá-lo tudo, ou se não arrasar. Provocar, gritar, dizer-lhe a todo o mundo que olhe ao seu redor, que não deixe de olhar ao seu redor.

Apesar de tudo, as secas tenhem também o seu final. Embora o câmbio climático.


Laila_lilas às 22:30

| fala | favorito
|

pesquisar

 

Junho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


gosto

Desamparo

Mundos impossíveis

Olhos

Tu também

Eu e a outra

Fantasia de amor

Homenagem privada

Diz Antonio Gamoneda

Escuro

Mais outra vez a lua

blogs SAPO

subscrever feeds